30 abril 2026

As armas do poeta

Do papel e da caneta nasce verbo 
pela mão daquele
que a Poesia  fez seu servo, 
seu arauto e paladino 
com o que nos traça o destino, 
com o que nos aponta uma meta: 
as armas do poeta .
Quando a luz da razão se apagar 
e a negra ignorância reinar,
Farei de ti Poesia um livro aberto de ensinar,
De iluminar...
O caminho certo.

E se à sombra da ignorância vier: 

a opressão e a tirania

Farei de ti Poesia, 

uma espada dura e fria 

de lutar...

de cortar

esse mal esse mal pela raiz

até que a luz da liberdade 

brilhe outra vez no meu pais.

Quando o medo quiser calar 

a voz que ousa perguntar,

farei de ti poesia, 

um grito solto a ecoar.

a ecoar...

Quando a verdade for ferida 

e a mentira ocupar seu lugar,

farei de ti poesia, 

um farol que ilumina e guia

e não se possa apagar.

E se a noite se fizer longa, 

sonde o silêncio impõe a lei,

farei de ti poesia a flecha 

que rompe o véu do rei.

Não por glória, não por nome 

mas por causa de nunca esquecer

que o verbo também é arma,

 e o poeta deve o saber.


Quando apodrecer a semente 

na terra que não quer dar fruto,

farei de ti poesia: 

o suor, o passo bruto.

E mesmo que doa o canto, 

mesmo que me doa o chão,

farei de ti poesia 

a bandeira que seca o pranto

com  revolução em cada mão.


Pois se a ignorância toma o trono,

 a poesia é degrau 

para um livro que ensina: 

ninguém nasce escravo ou mau.

Teço versos como lanças, 

mas também teço perdão:

para a pátria que acredito 

nascer da imaginação.

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