16 novembro 2017

Progressista - Parte 5

Os problemas filosóficos e sociais postos pela Inteligência Artificial à civilização atual

(Neste dia mundial da Filosofia)

"....alguns analistas sugerem que novas formas de programação de computadores vão agravar estes desenvolvimentos, na medida em que algoritmos, robôs e carros autónomos vão destruir empregos da classe média e agravar a desigualdade. Até o nome genérico destas tecnologias, Inteligência Artificial, soa ameaçador. O cérebro humano pode ser o "objeto mais complexo no universo conhecido", mas, como espécie, não somos sempre coletivamente muito inteligentes. Os grandes escritores de ficção científica previram há muito tempo que um dia iríamos inventar as máquinas que nos destruiriam." - Simon Johnson & Jonathan Ruane in Jornal de Negócios de 29-06-2017

Do ponto de vista dos princípios utilitaristas a IA é mais uma ferramenta (um meio) posto ao serviço da Humanidade para prosseguir os seus desígnios. Do ponto filosófico há esta questão repetidamente posta ao longo de mais de 2.500 anos e ainda sem conclusões ou respostas definitivas (se é que alguma vez as haverá):

- Será que existe uma razão, um desígnio, para a existência de qualquer ser humano em particular ou para a existência da Humanidade no seu conjunto?  
- Neste universo que conhecemos, seremos contingentes ou seremos necessários?
- Será que a IA é o próximo passo na evolução?

Do ponto de vista político a IA levanta problemas e oferece oportunidades. Os progressistas como eu entendem que a IA pode contribuir para a solução de problemas conhecidos como por exemplo: a necessidade de maximizar a produtividade e a excelência na produção de bens e serviços e ao mesmo tempo diminuir os custos de produção e os preços de venda.
Também penso que a participação direta e democrática nas decisões de governação só é possível com recurso á IA para o processamento do BIG DATA constituída pelas opiniões e opções competentes dos cidadãos, devidamente validadas.
"Maior precisão nos dados pode levar à tomada de decisões com mais confiança. Além disso, melhores decisões podem significar maior eficiência operacional, redução de risco e redução de custos", (fim de citação) que são os objetivos estratégicos de qualquer sistema de governação.
A governação progressista deve pugnar por ser assertiva e ter elevado grau de objetividade, não se baseando em teorias e opções subjetivas ou de difícil validação experimental em tempo útil.
Para conseguir isso é necessário processar um volume e uma  complexidade de dados gigantesca e neste momento a sua análise e tratamento é inacessível ao ser humano individual mesmo que seja um génio. Assim a IA é a ferramenta de eleição para assessorar os decisores.
Mas isso causa preocupação natural nos cidadãos. "Afinal podemos estar a ser governados por máquinas que obedecem a um desígnio desconhecido e potencialmente perigoso." A quem vamos pedir responsabilidades: aos governantes ou às máquinas que decidem e trabalham por eles?
 

0 comentários: